CONTRATAÇÃO, DESTAQUE, PESSOAS

Você tem perfil para trabalho remoto?

O trabalho remoto pode parecer um sonho para muitos profissionais.

Afinal, livrar-se do trânsito, ser dono do próprio tempo, reduzir o custo de vida e valorizar a produtividade são alguns dos benefícios dessa nova relação entre as empresas, seu capital humano e a tecnologia.

Os números são capazes de comprovar que essa é uma realidade cada vez maior entre as empresas brasileiras. 

É importante esclarecer que nem todas as pessoas — e nem todas as atividades — são adequadas para o trabalho remoto. Também é preciso entender que ele não significa, necessariamente, fazer o serviço em casa.

Sua definição abrange muitos outros aspectos, que incluem novas maneiras de se relacionar com a vida e com as outras pessoas, responsabilidade e compromisso por parte do profissional e uma capacidade de gestão dos seus próprios resultados.

Há características que são essenciais ao perfil de quem pretende atuar fora do escritório. 

Confira!

Independência

Uma das principais características de quem pretende colocar em prática o trabalho remoto é a autonomia. O profissional que precisa do aval de um superior para desempenhar suas funções deve esquecer essa ideia, ou se esforçar para tornar a mudança possível.

A independência é fundamental para que o trabalho seja organizado longe do escritório, sem precisar que um líder acompanhe todo o fluxo das tarefas desempenhadas. A boa notícia é que essa capacidade pode ser desenvolvida com o tempo, usando ferramentas que ajudam na comunicação com a equipe e na gestão dos processos ou da sua agenda.

Assim, o profissional estará apto a tomar decisões estratégicas e importantes, com autonomia e responsabilidade, sem que haja necessidade da interferência de um gestor.

Disciplina

Esse ponto está diretamente ligado ao nível de profissionalismo. Se, mesmo trabalhando em um escritório, muitas pessoas têm uma grande tendência a se distrair com redes sociais, sites de notícias, mensagens em grupos de WhatsApp e conversas paralelas, imagine fora dele, sem o olhar de um gestor?

É preciso ter autodisciplina para não cair na tentação de procrastinar. Ter um ambiente específico destinado ao trabalho remoto e organizar bem a agenda de tarefas são atitudes que ajudam na adaptação.

Além disso, o profissional tem que ser comprometido com os resultados que deve entregar à empresa ou ao cliente. Pode parecer bobagem, mas essa disciplina começa na maneira como ele se veste e se comporta enquanto está trabalhando — mesmo estando sozinho, em casa.

Se permanecer de pijama, por exemplo, ou não tiver cuidados básicos com higiene, com o visual, com alguma forma de regrar a alimentação e o sono, dificilmente vai conseguir criar uma rotina satisfatória. A postura diante do trabalho remoto tem ligação direta com os resultados.

Tudo isso tem a ver com a credibilidade que passa à empresa ou ao cliente. É possível, sim, aliar o conforto de estar em casa ou em um ambiente menos rígido, mas conservar uma atitude profissional.

Organização

A forma como o profissional mantém o seu ambiente de trabalho reflete o seu estado interior — e o contrário também é válido. Quem opta pelo home office precisa ser muito organizado e deixar a mesa arrumada, a fim de encontrar facilmente os materiais necessários para desenvolver suas funções.

Outro ponto de atenção é a separação entre a vida pessoal e profissional. Isso significa que qualquer pessoa pode atuar próxima dos filhos, por exemplo, mas deve criar mecanismos para que eles entendam e respeitem os horários. O mesmo vale para os amigos ou colegas que ocupam o mesmo espaço de coworking, se essa for a sua escolha.

Também entra nesse tópico a organização das tarefas, efetivamente. Elencar prioridades, elaborar agendas diárias, semanais e mensais com os objetivos são exemplos do que deve ser feito para que o trabalho remoto funcione bem para todos.

Utilizar ferramentas de produtividade ajuda muito nesse processo. Há também uma série de aplicativos e softwares que podem ser usados a favor do trabalhador para armazenar materiais, organizar e otimizar o tempo etc.

Gestão dos resultados

Como vimos, uma das grandes vantagens do trabalho remoto é ter autonomia para desenvolver as funções sem a necessidade de um gestor para acompanhar todo o processo. Mas é preciso saber com clareza quais são os resultados esperados e entender que a gestão do desempenho deve ser um foco a ser perseguido continuamente.

Nesse sentido, é importante entender como atuar em equipe, mesmo não estando presente na empresa. As reuniões e as ferramentas de comunicação e de gestão de processos em nuvem devem ser aliadas do profissional, para um melhor aproveitamento do tempo e da troca de informações.

Adequação emocional

Por fim, é preciso fazer uma autoanálise profunda antes de decidir que está apto a trabalhar à distância e entender se o profissional tem o perfil adequado para essa atuação fora do escritório. Como mencionamos, nem todas as pessoas têm as habilidades necessárias para isso, apesar de ser possível adquirir algumas delas ao longo do processo.

O trabalho remoto exige uma mudança de comportamento e das formas de interagir com as pessoas, para que funcione bem tanto para o empregado quanto para a empresa ou para o cliente que vai atender.

Um dos desafios, por exemplo, é o de saber lidar com a solidão. Por isso, é importante investir em encontros com os colegas de equipe, reuniões e participação em grupos corporativos por meio das redes sociais e aplicativos de mensagens.

Existem algum profissões que hoje em dia, que permitem o uso do trabalho remoto. Nem todas estão ligadas ao segmento da tecnologia ou da comunicação, como muitos imaginam. É importante avaliar, antes de decidir por essa forma de atuação, tanto o perfil do profissional quanto o da empresa.

E então? Deu para sentir quais são as características de quem tem perfil para o trabalho remoto?